Era quarta-feira, sete da manhã. O andaime já estava montado. Ninguém tinha visto a sapata desnivelada na extremidade esquerda até o momento em que o terceiro módulo começou a ceder.

Essa cena se repete em canteiros de obras por todo o Brasil. Não por má-fé. Por ausência de acompanhamento técnico na montagem.
Segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, as quedas de altura representam uma das principais causas de acidentes fatais na construção civil brasileira, e grande parte dessas ocorrências está diretamente relacionada a falhas na montagem de andaimes, não ao equipamento em si.
A pergunta que todo responsável técnico, engenheiro e gestor de obra precisa responder é simples e desconfortável: Quando eu contrato locação de andaimes, estou contratando equipamento — ou estou contratando segurança?
Locar andaime não é o mesmo que garantir segurança
Na maioria das obras, o processo de locação funciona assim: o equipamento chega, a equipe disponível monta como sabe, e o trabalho começa. Esse modelo funciona até o momento em que falha. A montagem de andaimes envolve decisões técnicas que afetam diretamente a segurança estrutural da operação:
- Posicionamento e nivelamento das sapatas
- Capacidade de carga por módulo
- Travamentos e contraventamentos laterais
- Ancoragem à edificação
- Condição do piso de apoio
Cada uma dessas variáveis, se negligenciada, representa um risco real e mensurável. E o problema quase nunca é a intenção de quem monta — é a ausência de conhecimento técnico aplicado àquela obra específica.
O que a NR-18 e a NR-35 exigem e o que a obra precisa entregar
A NR-35 determina que toda atividade em altura seja precedida de análise de risco, planejamento e definição de medidas de controle. A NR-18 estabelece requisitos específicos para andaimes e plataformas em canteiros de obra. Na prática, isso significa que não basta ter o andaime. É preciso garantir que:

- A montagem foi realizada por profissionais capacitados
- A estrutura foi dimensionada para a carga prevista
- Os pontos de ancoragem são tecnicamente adequados
- A inspeção é contínua durante todo o uso
- A desmontagem segue um procedimento técnico definido
Quando esses requisitos não são atendidos, a responsabilidade recai sobre o responsável técnico da obra — e, em muitos casos, também sobre quem forneceu a estrutura sem a devida orientação técnica.
SUA OBRA ESTÁ NESTE CENÁRIO? Marque mentalmente cada ponto antes de continuar a leitura:
| ✘ | A montagem do andaime foi feita por equipe capacitada e com acompanhamento técnico? |
| ✘ | Existe um responsável técnico definido para a operação em altura na sua obra? |
| ✘ | A estrutura foi inspecionada após chuva, impacto ou redistribuição de carga? |
| ✘ | O fornecedor visitou o canteiro antes de definir o equipamento? |
| ✘ | Você sabe qual é a capacidade de carga do módulo que está sendo utilizado? |
Se alguma resposta foi não — ou gerou dúvida — continue lendo.
Os riscos invisíveis de uma montagem sem acompanhamento técnico
Na construção civil, acidentes com andaimes raramente acontecem por descuido óbvio. Eles acontecem por acúmulo de decisões tecnicamente inadequadas que, isoladamente, pareciam aceitáveis.
Sobrecarga não calculada
Materiais e trabalhadores distribuídos além da capacidade do módulo, sem referência técnica sobre o limite real da estrutura.
Ausência de contraventamento
Andaimes montados sem os elementos de rigidez lateral necessários — especialmente em estruturas mais altas ou expostas ao vento.
Sapatas em piso irregular
Nivelamento inadequado que compromete a estabilidade da estrutura desde a base, criando tensão acumulada nos módulos superiores.
Ancoragem insuficiente
Fixações que não foram dimensionadas para a altura e a carga da operação, transferindo esforços para pontos que não suportam.
Inspeção inexistente
Estrutura que não é revisada ao longo do uso — mesmo depois de chuva, impacto ou redistribuição de carga.
Cada um desses fatores, isolado, pode não causar um acidente imediato. Juntos, eles criam as condições para o colapso.
A diferença que aparece quando o risco é real
A forma mais direta de entender a diferença entre uma locação comum e uma locação com responsabilidade técnica é perguntar: o que acontece quando algo inesperado ocorre na obra?
Na locação comum: o fornecedor entregou o equipamento. O que acontece depois é responsabilidade de quem montou.
Na locação com responsabilidade técnica: há um protocolo, um responsável e uma estrutura de suporte que acompanha a operação do início ao fim.
Essa diferença não aparece no contrato. Ela aparece na forma como o serviço é prestado — e nas consequências quando algo falha.
Como a Rentalcom aplica responsabilidade técnica na prática
A Rentalcom atua diretamente na execução, não apenas no fornecimento. Cada projeto passa por uma abordagem estruturada em cinco etapas:
- Visita técnica prévia — avaliação do canteiro, do tipo de serviço e das condições específicas da obra antes de qualquer definição de equipamento
- Dimensionamento adequado — escolha do sistema de acesso correto: andaime tubular, balancim, cadeirinha ou combinação de soluções
- Montagem com equipe capacitada — profissionais treinados para aplicar cada estrutura dentro dos parâmetros das normas vigentes
- Acompanhamento durante o uso — suporte para adaptações, inspeções e eventuais ajustes ao longo da operação
- Desmontagem planejada — encerramento da estrutura com o mesmo rigor técnico da montagem
Esse modelo não apenas reduz riscos. Ele transfere para a Rentalcom o compromisso técnico com a segurança da operação — não apenas com o fornecimento do equipamento.
Abril Verde: conscientizar é necessário, mas não é suficiente
O Abril Verde coloca a segurança no trabalho em pauta, gera reflexão e movimenta o setor. Mas conscientização sem mudança na forma de contratar não altera o risco real nas obras.
A pergunta que cada gestor, engenheiro e responsável técnico precisa responder neste mês não é “minha equipe sabe que o trabalho em altura é perigoso?”
A pergunta é: “a forma como eu contrato locação de andaimes garante que a montagem vai ser tecnicamente correta?”
Se a resposta não for imediata e segura, é o momento de revisar.
Na próxima vez que um andaime for montado na sua obra, quem vai ser o responsável técnico por essa decisão?
Se ao longo deste artigo você identificou pelo menos uma situação que se aplica à sua obra, esse é o sinal.
A visita técnica não compromete, ela só mostra o que está invisível. Fale com a Rentalcom e tenha uma solução completa em estruturas e segurança para trabalho em altura.
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Mais do que locação, entregamos segurança aplicada na prática. Segurança não é sorte. É decisão.

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